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04/01/2017

Vigilância Sanitária de Ivaiporã aconselha cuidados com dengue nas férias

Coordenador da Vigilância Epidemiológica de Ivaiporã, Júlio Spak

Coordenador da Vigilância Epidemiológica de Ivaiporã, Júlio Spak

A Vigilância Epidemiológica de Ivaiporã aconselha os moradores que pretendem sair de férias este mês a não deixar locais que possam se transformar em criadouros do mosquito Aedes aegypti. O coordenador Júlio Spak lembrou que, antes de sair de viagem, é fundamental que o morador faça uma vistoria no quintal e recolha qualquer tipo de embalagem ou material que possa acumular água. A atenção deve ser especial com garrafas, pneus, tampas e embalagens plásticas. É fundamental olhar as calhas e caixas de água.

A maioria das casas conta com piscinas – grandes ou infláveis. Spak alertou que, se não houve tratamento adequado, a cada 15 dias, o local pode se transformar em um ambiente favorável à proliferação de insetos. O próprio vaso sanitário, se não ficar tampado, é um local onde os agentes de combate a endemias encontraram larvas do mosquito. “Água parada por mais de dois dias pode atrair a fêmea do Aedes aegypti”, avisou Spak.

A preocupação do serviço de saúde está relacionado com os números que a dengue atingiu no ano passado em Ivaiporã. O calendário epidemiológico adotado pela Secretaria de Estado da Saúde vai de agosto a julho. Entre o 2º semestre de 2015 e o 1º semestre de 2016, foram notificados, em Ivaiporã, 485 casos suspeitos de dengue. Desses, 337 tiveram como origem uma possível contaminação dentro da cidade e são chamados de casos autóctones. Já os casos chamados importados, em que a contaminação ocorre em outra cidade, foram 35.

Desse número de notificações, 171 se converteram em casos positivos da doença e um adolescente morreu com dengue.

Entre agosto e dezembro de 2016, foram 13 notificações para a doença – um caso confirmado como positivo e outros três estão em investigação. No entanto, a preocupação é que, a partir de janeiro, ocorra um aumento na incidência do Aedes aegypti.

Das cinco maiores regiões do município, onde os casos foram notificados como positivos, três delas estão localizados na área central.
Spak comentou que os agentes de endemias manterão a rotina normal de trabalho durante o mês de janeiro e não vão tirar férias.

A maior preocupação é com uma possível circulação de pessoas que vêm de regiões endêmicas para a dengue, zika e febre chikungunya. Uma pesquisa feita pelo setor de epidemiologia em Ivaiporã apontou que o vírus tipo 1 circulou no município e causou os casos positivos no ano passado. “Se ocorre a circulação de um vírus de outro tipo poderá haver complicações maiores com a dengue. Por esse motivo é fundamental não deixar o mosquito se proliferar” finalizou Júlio.





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