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02/01/2017

Capitão da Polícia Militar de Ivaiporã analisa ocorrências e considera município seguro

Texto/Foto Lúcia Lima

Capitão Élio Boing considera município seguro

O subcomandante da 6ª Companhia Independente de Polícia Militar de Ivaiporã, capitão Élio Boing, analisou 2016 como um ano positivo. Segundo ele, se comparar Ivaiporã com outros municípios semelhantes – inclusive em termos de policiamento, é possível afirmar que se vive numa cidade privilegiada.

De acordo com o 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, houve queda no número de homicídios no Paraná. Entre os avanços, o Paraná se destaca pela queda no número de vítimas de homicídios dolosos – com intenção de matar – que diminuiu 4,6%. Em 2014 foram 2.500 pessoas mortas e, em 2015, foram 2.400.
O número de ocorrências – que engloba casos com mais de uma vítima – diminuiu 10,2%. Caiu de 1.367 para 1.236 no mesmo período.
As ocorrências de lesão corporal seguida de morte também caíram: 66 para 61, com queda de 8,2%. Os crimes letais intencionais, que reúnem todo tipo de execução, em ocorrências de homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, tiveram queda de 4,1%.
Enquanto, em 2014, 2.686 pessoas foram executadas, em 2015 foram 2.594 ocorrências de crimes letais.
“Quando comparamos Ivaiporã com outros municípios semelhantes – inclusive em termos de policiamento, podemos afirmar que vivemos numa cidade privilegiada”. Esta afirmação é do subcomandante da 6ª Companhia Independente de Polícia Militar de Ivaiporã, capitão Élio Boing, que analisou 2016 como um ano positivo.
Segundo Boing, em Ivaiporã, onde a população gira em torno de 32 mil habitantes, a média é de 1 a 2 homicídios por ano. “Portanto, vivemos numa cidade privilegiada, porque a taxa de homicídio é inferior 10 homicídios por 100 mil habitantes”, comparou o subcomandante, lembrando que dificilmente alguns homicídios poderiam ser evitados com policiamento, como crime passional. Ou seja, quando mata por ciúme, sentimento de traição ou vingança.

Abordagens inibem crimes
Mas nos 14 municípios jurisdicionados a 6ª Companhia Independente de Polícia Militar de Ivaiporã, a segurança pública é considerada muito boa – embora sejam registrados alguns casos de furto e roubo, por exemplo. Élio Boing disse que, quando há uma redução no número de ocorrências, uma das variáveis é a dedicação dos policiais militares, bem como a realização de operações.
“Às vezes, a população critica a atuação da Polícia Militar em abordagem de trânsito, por exemplo, dizendo que não é uma atividade ligada à segurança pública, e que a Polícia Militar deveria prender os bandidos. No entanto, as operações de trânsito cooperam na redução da criminalidade”, defendeu o capitão Élio Boing.
Em operações de trânsito, o subcomandante explicou que, por diversas vezes, foram presos foragidos da Justiça, que tinham mandado de prisão; apreendidas e drogas e armas, e carros roubados/furtados; e detectados motoristas embriagados que poderiam causar acidentes de trânsito.
“No dia 27 de dezembro, por exemplo, a Polícia Militar de Ivaiporã abordou uma S-10 [branca], ocupada por três indivíduos, e apreendeu uma pistola com um deles [Douglas Tavares de Oliveira, 22 anos]. A pistola poderia ser usada na prática de um crime”, exemplificou o capitão Boing, assegurando que é importante dar atenção ao trânsito.
Conforme Boing, um veículo sem manutenção e com pneus carecas indiretamente também coloca a sociedade em risco, provocando acidente ou morte de pedestre. “Por isso, a fiscalização é importante, sim! Afinal, há marginais que temem se deparar com blitz. Dessa forma, no dia a dia, o policial militar é treinado para identificar determinados tipos de comportamento, quer de pedestres ou motoristas”.
Nos 14 municípios jurisdicionados a 6ª Companhia Independente de Polícia Militar de Ivaiporã, a quantidade de policiais militares varia conforme a época do ano, bem como com as férias de alguns ou com os cursos que alguns fazem para se aperfeiçoar. “Trata-se de uma instituição que atende 24 por dia e precisa atender no tempo adequado em sistema de revezamento. “Quanto mais policiais e viaturas rodando, menos ocorrências são registradas no decorrer do ano”, afirmou o capitão Élio Boing, lembrando que as viaturas precisam ser trocadas a cada determinado tempo.
Conforme explicou o capitão, uma viatura com 3 anos de uso fica bastante sucateada, porque circula 24 horas. Nesse caso, troca-se de policial. Mas a viatura continua circulando e precisa ser usada onde é solicitada.
Em dezembro, o governador Beto Richa anunciou a abertura do pregão eletrônico para a compra de mil viaturas policiais. O capitão Élio Boing espera que as viaturas da 6ª Companhia Independente de Polícia Militar de Ivaiporã sejam trocadas para assegurar um trabalho em prol da segurança pública.





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