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07/11/2016

Fisioterapia na doença de Parkinson

Colunista Vandia

A fisioterapia é uma ciência que estuda, previne e trata os distúrbios relacionados ao movimento. É fundamental na reabilitação de pacientes com doença de Parkinson. Trata-se de uma doença neurológica crônica degenerativa e progressiva, caracterizada principalmente pelo distúrbio motor de uma maneira mais ampla. Entretanto, apresenta alguns sinais considerados importantes para o diagnóstico: lentificação, tremor de repouso, rigidez muscular e a instabilidade postural.

Além desses sinais, muitas vezes, o paciente evolui com outras complicações motoras e pulmonares, tais como: queixa de dor, principalmente na coluna, alterações posturais, fraqueza muscular, diminuição da mobilidade global, alteração de marcha, alto risco de queda, além de complicações respiratórias.

A fisioterapia atua em conjunto com a equipe nos diferentes estágios da doença, tendo papéis diferentes em cada um. O objetivo geral da fisioterapia não é só tratar os distúrbios apresentados pelo paciente no momento da avaliação. Ele deve também ter conhecimento sobre a possível evolução do quadro e estabelecer metas de prevenção, tentando adiar o máximo as possíveis complicações. A atuação da fisioterapia com a equipe poderá variar de acordo com o contexto em que o paciente esta inserido, sendo uma intervenção individual ou em grupo.

Inicialmente, o fisioterapeuta fará uma avaliação para conhecer as demandas apresentadas pelo paciente, queixa principal, principais dificuldades funcionais, limitações e habilidades presentes. Diante dessa avaliação, ele irá elaborar um plano de intervenção com condutas direcionadas individualmente.

De uma maneira geral, a fisioterapia irá atuar nos distúrbios motores, realizando exercícios de alongamento, mobilização, movimentação e exercícios de força muscular para a manutenção da mobilidade e diminuição da rigidez, melhora das alterações posturais e queixa álgica.

O treino de equilíbrio e marcha são essenciais pelo alto risco de queda desses pacientes. Nesses exercícios sugere-se o uso de pistas externas e exercícios mais funcionais, com sequência e coordenação. Muitas vezes, é necessária a prescrição e um dispositivo de auxílio à marcha (andadores ou bengalas), que deverá ser avaliado diante da necessidade do paciente, deverá ser explicado, ajustado (melhor recurso e altura) e treinado com o paciente para melhor adaptação. A complicação respiratória surge em decorrência da evolução da doença e dos distúrbios relacionados à deglutição, tornando-o paciente mais suscetível a pneumonia, por exemplo, além da diminuição da mobilidade e das alterações posturais que acabam interferindo na capacidade pulmonar.

A fisioterapia deve atuar antes com exercícios que otimizem a postura e a capacidade pulmonar e durante no caso de infecção. Além dessas intervenções, o fisioterapeuta deve atuar com a família, cuidadores e equipe na orientação para prevenção das complicações acima descritas e também na prevenção de úlceras por pressão, contraturas, adaptações posturais no leito e na cadeira de rodas e prevenção de quedas.

Dra Vândia Leal
Fisioterapeuta
Crefito 08: 96373-F
(43) 9648-1059





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