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12/09/2016

Fisioterapia do pé torto congênito

Colunista Vandia

O pé torto congênito é uma anomalia isolada no recém-nascido que pode estar associada a outras patologias, tendo como principal deformidade um equinismo acentuado de retro e antepé, varismo de retropé, adução e supinação do antepé, cavo plantar acentuado. A denominação mais comum para este tipo de patologia é o pé torto congênito, mas existem várias denominações que também são frequentes: equinovaro congênito, pé torto, tálipeequinovaro, pé torto idiopático, pé equinovarosupinado.
O diagnóstico é clinico, porque a doença é evidente logo ao nascimento. Por meio do raio-x observa-se diminuição do ângulo formado entre o tálus e o calcâneo – parâmetro importante no tratamento, necessitando de estar próximo do valor normal para proceder-se a correção da deformidade em equino. O diagnóstico pré-natal pode ser feito por uma ultrassonografia a partir da 20ª a 24ª semana de gestação.

A avaliação deve registrar os detalhes da história familiar e os antecedentes relativos ao parto. Deve anotar se o paciente apresenta outras anomalias congênitas, tais como: espinha bífida oculta, luxação congênita do quadril ou presença de deformidade típicas da artrogripose. Os pés devem ser examinados, anotando-se a configuração, a extensão da deformidade e o grau de mobilidade, assim como o possível grau de correção passiva e ativa.

Deve avaliar a eficácia dos músculos responsáveis pela eversão e pela flexão dorsal. Os pés da criança devem ser fotografados antes de iniciar o tratamento, e depois a intervalos frequentes, até a alta do paciente. As radiografias tiradas periodicamente durante o período de crescimento revelam-se úteis, porque mostram a posição exata das articulações.

Tratamento fisioterapêutico
O tratamento deve ser iniciado logo após o nascimento para que a criança tenha uma resposta adequada ao tratamento, porque nesta época existe muita elasticidade ligamentar e ainda não ocorreram alterações secundárias adaptativas. Atualmente, existem diversas formas e técnicas de tratamento para esses pacientes. Os resultados iram variar de acordo com a extensão e severidade do caso. A proposta fisioterapêutica visa à correção das deformidades, manter o aspecto anatômico normal e esteticamente corrigido, promover mobilidade funcional e fazer com que o paciente tenha início da marcha na idade normal.

Fáscia plantar
É uma densa tira de tecido conjuntivo fibroso que se origina na tuberosidade do calcâneo e se inserem nas articulações metatarso-falangeanas. Esses pacientes apresentam muita tensão nessa região, por isso, é importante liberar essa fáscia para devolver a elasticidade e flexibilidade e, por fim, melhorar a movimentação funcional dos músculos e tecidos moles. Podem ser realizadas técnicas de deslizamento superficial, deslizamento profundo e fricções circulares e transversais.

Mobilização articular
A correção passiva consiste em uma reposição fechada e gradativa das articulações desalinhadas. A técnica deve ser frequente, repetitiva e aplicada com delicadeza. Esta técnica visa corrigir as deformidades e também aumentar a atividade biológica do liquido sinovial. Dessa forma, restaurando a mobilidade intra-articular promovendo uma melhora na mobilidade. Primeiro deve-se fazer mobilização na metade posterior do pé corrigindo o equinismo. Logo depois na região metatarso e na região abaixo do tálus com ênfase de corrigir a adução e a inversão.

Alongamento
O alongamento deve ser feito para aumentar a mobilidade dos tecidos moles e subsequente melhora. A amplitude de movimento para esses pacientes deve ser feita alongamentos suaves de todos os músculos do complexo tornozelo e pé.

Gesso Seriado
O gesso seriado é usado para tentar corrigir as deformidades existentes e é empregado logo nos primeiros dias de tratamento, até que se consiga certo grau de correção da posição de pronação e adução do pé. É aplicado três a quatro vezes ao dia com intervalos de dez minutos, lembrando que é importante mobilizar o pé antes de usar o gesso seriado.

Órtese de Denis Browne
O uso da órtese de Denis Browne é utilizada para manter a correção obtida com os outros recursos. Consiste em um par de botinhas presas sobre placas de metal que repousam sobre uma barra transversa. As pernas são mantidas em rotação externa e os pés em eversão e flexão dorsal, a órtese deve ser usada durante a noite.

Consulte sempre o médico, que é o profissional indicado para lhe orientar e encaminhar para fisioterapia.

Fonte/www.fisioterapia.com
Dra Vândia Leal
Crefito 8: 96373-F
direcaovanmed@hotmail.com
(43) 9648-1059





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