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08/08/2016

Intervenção fisioterapêutica na condromalácia patelar

Colunista Vandia

A articulação patelofemoral é importante fonte de dor e de disfunção da articulação do joelho. As funções primárias da patela consistem em aumentar a efetividade dos músculos do quadríceps e proporcionar a proteção óssea na região anterior ao fêmur.

A presença de dor na região do joelho (dor patelofemoral) que está relacionada com a disfunção desta articulação, é uma das lesões do joelho que mais acomete as pessoas, principalmente atletas, podendo ter uma grande variedade de etiologias, entre elas, a condromalácia.

O nome condromalácia patelar é derivado da palavra “condro” cartilagem e “malácia” mole. A condromalácia patelar apresenta-se como condições crônicas degene­rativas associadas à fraqueza e à inibição muscular. A condromalácia patelar caracteriza-se pelo amolecimento e surgimento de fissuras da superfície da patela (degeneração da cartilagem articular), ulcerações, artrose e osteoartrite, devido a fatores como o desequilíbrio bioquímico do líquido sinovial.

Apresenta alta incidência em jovens e principalmente no gênero feminino e aumenta com o passar da idade. Os sintomas estão relacionados à crepitação, bloqueio e dor retropatelar, agravada por atividades esportivas que envolvem apoio com carga na flexão do joelho, ou ao subir e descer escadas, por aumentar a compressão entre a patela e o fêmur.

O complexo articular do joelho é composto por estruturas estáticas e dinâmicas (estabilizadoras) que são submetidas a constantes impactos nas atividades diárias. Na articulação femuropatelar, o excesso de atividades pode provocar o amolecimento ou até mesmo o desgaste da cartilagem desta articulação. A atividade física realizada de forma irregular e o excesso de peso são exemplos de sobrecarga impostas a esta articulação, que ao longo dos anos pode predispor a lesões.

A articulação patelofemoral é formada pelas facetas posteriores da patela e pela superfície anterior do fêmur (cavidade troclear). Aparentemente, apresenta como articulação plana do tipo “sela” e sofre uma complexa combinação de flexão, deslizamento, inclinação e rotação durante os movimentos.

Existem duas importantes funções biomecânicas que a patela desempenha na articulação do joelho. Primeiro, auxilia na extensão do joelho, fazendo com que o tendão do quadríceps se desloque anteriormente, e com o aumento do braço de alavanca de força do quadríceps. A segunda função é distribuir as forças de estresse que atuam no fêmur, com o aumento da área de contato entre o tendão patelar e o fêmur. Este acontecimento permite melhor distribuição da força de compressão. Durante a marcha fisiológica em terreno plano, a articulação patelofemoral recebe uma força da metade do peso do corpo e ao realizar atividades como corrida e agachamento corresponde a uma força sete vezes maior que o peso do corpo.

Tratamento fisioterapêutico
Analgesia, flexibilização, fortalecimento muscular, fortalecimento do vasto medial oblíquo, exercícios isotônicos em cadeia cinética aberta e fechada e isométricos, estimulação elétrica neuro-muscular, fortalecimento muscular dos abdutores e rotadores externos da patela, taping patelar e ortéses.

Como é possível verificar através destas informações, o tratamento conservador através da reabilitação fisioterapêutica faz diferença significativa nos pacientes que apresentam a condromalácia patelar. É através do bom entendimento da biomecânica desta disfunção que é possível de elaborar uma conduta que englobe objetivos fundamentais como: a diminuição da dor, fortalecimento muscular do quadríceps, especialmente o aumento da força, resistência muscular e otimização do balanço de forças do vasto medial oblíquo e vasto lateral, fortalecimento muscular dos abdutores e rotadores externos da patela, melhoria da flexibilidade, melhoria da biomecânica do membro inferior, diminuição da sobrecarga femoro-patelar e consequentemente a melhoria global da funcionalidade do joelho e do padrão de marcha.

A nomenclatura condromalácia patelar é derivada da palavra “condro” cartilagem e “malácia” mole A reabilitação atua na melhora da qualidade de vida dos pacientes com esta disfunção. Esta intervenção compreende a manutenção ou aumento dos aspectos da função física, tais como: mobilidade, força muscular, estabilidade, resistência muscular, coordenação, potência muscular.

Estes fatores influenciam, diretamente, sobre a funcionalidade na realização das atividades. Estudos sobre a intervenção na condromalácia patelar são necessários, na finalidade de melhor compreender as especificidades que são exigidas na prescrição da conduta fisioterapêutica.

A fisioterapia como tratamento conservador, disponibiliza de diversos recursos para a reabilitação dos pacientes que apresentam a síndrome femoro-patelar, sendo assim se torna uma intervenção importante para uma melhor qualidade de vida.
 
Mantenha a vida em movimento! Consulte sempre o médico e um fisioterapeuta para uma reabilitação segura.

http://portalbiocursos.com.br
Dra Vândia Leal
Fisioterapeuta
Crefito 8: 96373





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