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01/08/2016

Fisioterapia no tratamento da síndrome do piriforme

Colunista Vandia

A síndrome do piriforme é uma síndrome neuromuscular que envolve a irritação, encarceramento ou compressão do nervo ciático (raízes L4, L5, S1,S2,S3) pelo músculo piriforme, o qual encontra-se em espasmo ou tensão. A dor pode ocorrer devido ao déficit do aporte sanguíneo local e do espasmo ou tensão muscular mantida em determinada postura.

O desconforto, caracterizado por formigamento, agulhadas, choques, queimação ou pontadas localiza-se normalmente na face postero-lateral na coxa, podendo, algumas vezes ir até o pé, uma vez que o nervo ciático se divide em tibial que atravessa a panturrilha e vai até a sola do pé ou na parte lateral do joelho provocado pelo nervo fibular comum.
O incômodo é mais frequente após longos períodos sentados, após interrupções nas caminhadas e à noite.

O piriforme é um músculo pequeno e profundo, em formato de pêra, origina-se na face anterior do sacro, insere-se no trocânter maior do fêmur tem como função a rotação externa da coxa. O nervo ciático passa debaixo deste músculo, mas em algumas pessoas (10%) passa através dele, o que aumenta a predisposição para a síndrome.

Um desequilíbrio muscular entre os rotadores internos e externos do quadril contribui para encurtar o piriforme, além de desequilíbrios da pelve, traumas diretos ou indiretos, distúrbios na biomecânica dos membros inferiores e coluna, incluindo distúrbios na marcha, vícios e alterações posturais também podem causar a síndrome.
Alguns especialistas chamam a síndrome do piriforme de “síndrome do bumbum sarado”, pois pode ocorrer também nas pessoas que excitam demasiadamente os glúteos.

O diagnóstico é controverso desde a descrição inicial, em 1928, sendo eminentemente clínico; feito pela anamnese e exame físico detalhado. O “teste do piriforme” é de grande valor diagnóstico e consiste me resistir à rotação lateral do quadril. É positivo quando o paciente refere dor. Podem também ser solicitados, dependendo do caso, exames complementares como ressonância magnética, ultrassonografia, radiografia e eletroneuromiografia.
São diagnósticos diferenciais: bursite, lombalgia, tendinite dos flexores da coxa e ciatalgia.

O tratamento fisioterapêutico consiste em analgesia, alongamento do piriforme e fortalecimento da musculatura do quadril a fim de se obter equilíbrio muscular. Não adianta somente utilizar recursos físicos para a analgesia sem promover mudanças posturais, ou de hábitos e fortalecimento e alongamento muscular.

Dra Vândia Leal
Fisioterapeuta
Crefito: 8 96373
(43) 9648-1059
Ivaiporã





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