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11/07/2016

Papel da fisioterapia no tratamento do AVC

Colunista Vandia

O AVC (Acidente Vascular Cerebral) atinge 16 milhões de pessoas no mundo a cada ano. Os sintomas mais comuns são a perda de força muscular de um lado do corpo, fala enrolada, desvio da boca para um lado do rosto, sensação de formigamento no braço, dores de cabeça súbita ou intensa, tontura, náusea e vômito.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, o número de óbitos por AVC chega a quase 100 mil pessoas: passou de 84.713, em 2000, para 99.726, em 2010. Atualmente, a doença é a primeira causa de mortes registradas no país. Porém, a taxa de mortalidade por AVC na faixa etária até 70 anos de idade reduziu 32,6% entre 2000 e 2010.

Esse avanço deve-se ao aumento da quantidade de leitos no país e ao aperfeiçoamento dos tratamentos que estão cada vez mais específicos.

Qual a importância da fisioterapia para a recuperação dos pacientes com AVC?
A fisioterapia atua na recuperação funcional do indivíduo, possibilitando e auxiliando o retorno às atividades de vida diária e ao convívio social.

Em qual momento se inicia a ação do fisioterapeuta?
O processo de reabilitação se inicia na fase hospitalar, no auxílio à prevenção ou recuperação das complicações respiratórias e motoras. Assim que o paciente esteja estável e ciente da condição física após o ictus, inicia-se o tratamento de mobilização, fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e estímulos para o restabelecimento sensorial.

Em linhas gerais quais os objetivos do tratamento?
Maximizar a capacidade funcional e evitar complicações secundárias, possibilitando ao paciente reassumir todos os aspectos da vida no próprio meio; normalizar o tônus muscular; manter ou ganhar amplitude de movimento; ganhar ou melhorar a força muscular, equilíbrio e marcha; tratar subluxação de ombro; prevenir contraturas e deformidades; e auxiliar no reaprendizado motor.

O tratamento fisioterapêutico tem distinção para os diferentes tipos de AVC?
Não. O tipo de tratamento fisioterapêutico vai depender das sequelas sensório-motoras que o indivíduo apresentar, independente da etiologia do AVC.

Uma recuperação de 100% depende mais de um tratamento adequado ou do tipo de AVC?
A recuperação completa ou parcial do paciente depende da atuação precoce e eficaz do tratamento, tipo e da localização da lesão, pois pode afetar estruturas vitais à sobrevida.

Após o início do tratamento quanto tempo, em média, ele dura? E após a recuperação satisfatória o tratamento cessa ou é necessário continuá-lo por mais tempo?
O tempo de tratamento fisioterapêutico vai depender das sequelas sensório-motoras que o paciente apresentar. Geralmente, instala-se uma hemiplegia ou hemiparesia do lado do corpo contralateral a localização da lesão cerebral. A recuperação é satisfatória quando o indivíduo consegue ter autonomia nas suas atividades diárias, com a melhora da força muscular e do equilíbrio corporal. Quando o paciente consegue obter esse nível de independência e recuperação, ele recebe alta do atendimento.

Quais as maiores dificuldades que um fisioterapeuta encontra na execução do trabalho?
Um aspecto importante a se considerar é a dificuldade de aceitação pelos pacientes e familiares que o tratamento é um processo lento e gradual de aprendizagem. Além disso, é muito comum a comparação quanto ao nível de recuperação, que o paciente faz em relação aos outros pacientes. É importante destacar que cada paciente é único, porque o nível de recuperação vai depender do tipo e localização da lesão.

Quais são as perspectivas futuras para o tratamento do AVC?
O tratamento fisioterapêutico é bem referenciado no processo de reabilitação em AVC. Porém, são necessárias medidas governamentais para uma melhor assistência aos pacientes usuários do Sistema Único de Saúde, em âmbito nacional. O tratamento com fisioterapeutas especializados, com tempo e número de sessões apropriadas deve ser um direito de todos. Para isso, é necessário investir na contratação de mais profissionais e direcioná-los aos postos de saúde ou aos Programas de Saúde da Família.
Tatiana Venâncio
Dra Vândia Leal
Fisioterapeuta
Crefito 8: 96373-F
vanfisioterapia@yahoo.com.br
(43) 9648-1059





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