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18/04/2016

A importância da fisioterapia na lombalgia

Colunista Vandia

É chamado de lombalgia (ou dor lombar baixa, do inglês lowbackpain) quadros de dores na região lombar. As lombalgias podem ser associadas ou não a dores ciáticas (lombociatalgia) – dores irradiadas para glúteo, coxa, perna e/ou pé.

Segundo a OMS, cerca de 80% da população tem ou terá em algum momento da vida esse tipo de dor. No Brasil, 50 milhões de brasileiros por ano apresentam tal queixa. Os sintomas e sinais de lombalgia vão desde ligeiros desconfortos, dores, queimações, crises com “travamentos” e até incapacidade de ficar com o corpo ereto para caminhar ou até mesmo manter-se em pé.

A maioria das lombalgias é considerada aguda, porque aparece de forma relativamente rápida, sendo caráter multifatorial, muitas vezes reversível apenas com repouso. A frequência dessas ocasiões tende a aumentar com o envelhecimento, ficando as crises mais intensas, podendo tornar-se um problema crônico. Dentre as possíveis causas de lombalgia podem-se citar causas mecânicas (p.ex. excesso de peso, movimentos bruscos, etc.), inflamatórias, nervosas, reumáticas e quando não é possível definir a causa pode-se denominá-la dor lombar inespecífica.
A flacidez muscular e a falta de condicionamento físico também podem gerar dores fortes e transitórias. Estas ocorrências geralmente estão relacionadas à sobrecarga e esforços que geram contraturas, distensão e inflamação local. Para uma musculatura mal condicionada, o acúmulo de ácido lático gerado pelo excesso de estresse mecânico e a falta de preparo físico podem “travar” as costas da pessoa após o movimento excessivo ou até mesmo deitado em repouso.

Um dos maiores causadores de dor lombar baixa é a degeneração dos elementos da coluna. Entre eles está o disco intervertebral, que funciona como um amortecedor das cargas que sofrem diariamente as vértebras. Com o passar dos anos, o disco envelhece e desgasta, desidratando e tornando-se mais rígido e quebradiço, não conseguindo resistir às tensões exercidas sobre ele. Esse processo é chamado de degeneração discal. No processo degenerativo, o disco pode inflamar e gerar uma dor profunda nas costas, chamada de dor discogênica. Além desta dor nas costas, a degeneração do disco pode levar às hérnias de disco, que são extrusões do núcleo do disco intervertebral em direção aos nervos, gerando sintomas irradiados para os membros inferiores.

Durante as crises agudas ou na lombalgia crônica, a dor causa limitação na vida da pessoa, restringindo desde o trabalho, o lazer, as atividades diárias, o sono, a locomoção e até mesmo os cuidados pessoais. A limitação física e a mudança dos hábitos diários podem resultar em um sentimento de perda que impacta o humor e o estado mental, podendo levar a alterações psíquicas como irritação, depressão, ansiedade e desesperança, muito comuns nos quadros de lombalgia.

Os tratamentos para lombalgia variam de acordo com as causas e o grau da condição clínica do paciente. Usualmente o tratamento inicial é conservador, utilizando-se repouso, medicação analgésica e antiinflamatória, e fisioterapia focada para analgesia. Passada a fase aguda, sugere-se reforço muscular orientado, com o objetivo de se prevenir o avanço da degeneração discal e dividir a carga vertebral com a musculatura adjacente.

A importância da fisioterapia: através dela o paciente recebe reeducação postural, aprendendo exercícios de alongamentos simples para a realização correta de atividades diárias, sem prejudicar a coluna vertebral, ou seja, o indivíduo ganha uma nova consciência corporal e, dessa forma, assumir uma postura adequada em todas as situações.
Nos casos mais graves, e dependendo da patologia associada à lombalgia, cirurgias podem ser recomendadas. Mas lembre-se: para saber qual o melhor tratamento indicado para a patologia, o paciente deve sempre procurar um médico especialista.


Fonte:

1. Van der Windt DA, Dunn KM. Lowbackpainresearch–future directions. Best Pract Res ClinRheumatol. 2013 Oct;27(5):699–708.
2. Morlion B. Chroniclowbackpain: pharmacological, interventionalandsurgicalstrategies. Nat RevNeurol. 2013 Aug;9(8):462–73.
Dra Vândia Leal
Fisioterapeuta: Crefito 8: 96373-F
Vanmed - Clínica de Fisioterapia Estética e Nutrição
(43) 9648-1059





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