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Geral - 09/03/2011
A Eletrosul está realizando um investimento na ordem dos R$400 milhões na construção do Complexo Eólico Cerro Chato, localizado no município de Santana do Livramento (Rio Grande do Sul), e uma empresa de Manoel Ribas faz parte do consórcio que está construindo a parte civil das bases que irão sustentar as torres de geração de energia. O proprietário da VR Valecki, Valdemar Walecki, visitou o Paraná Centro e falou sobre o trabalho desenvolvido na divisa com o Uruguai.

A empreiteira de Walecki foi convidada por um dos diretores da Eletrosul, que conhecia o trabalho da empresa que contribuiu para a construção de uma subestação de 500 Megawatts, em Ibiguaçu, próximo à Florianópolis (SC) e, como o projeto era inédito e experimental, apenas empresas com trabalhos conhecidos pela estatal foram convidadas.

A obra consiste na construção de 45 torres que terão 108 metros de altura e irão sustentar aerogeradores de aproximadamente 200 toneladas cada. As pás que movimentarão os geradores de energia elétrica têm 41 metros cada e pesam 6 toneladas cada uma. Cada aerogerador terá três pás. No final, o aerogerador irá atingir 149 metros de altura. O Complexo Eólico terá capacidade de gerar 90 Megawatts, e irá produzir energia suficiente para atender a uma cidade com 660 mil habitantes.

Para sustentar o peso, a base de concreto terá que ser muito resistentes e é nesta etapa que a empresa que Manoel Ribas está atuando. Cada base de concreto tem 2,80 metros de profundidade e um diâmetro de 18 metros. Serão colocadas 50 toneladas de aço e 600 m² de concreto. Para transportar apenas a ferragem, que será usada em cada torre, foram necessárias 90 carretas.

O investimento da Eletrobrás é de R$400 milhões e deve ser concluído no 2º semestre deste ano. A obra é uma parceria entre a estatal brasileira e a Wobben subsidiária no Brasil da empresa alemã Enercon, que detém a tecnologia da produção dos aerogeradores.

Valdemar Walecki contou que cada base de concreto e ferro custa aproximadamente R$2 milhões. As primeiras demoraram cerca de 10 dias para serem finalizadas. Depois, a empresa conseguiu fazer com 7 dias e, agora, estão ficando prontas em menos de 72 horas. “A tecnologia é alemã e tivemos que traduzir o projeto para o português para conseguirmos iniciar a construção”, comentou.

Atualmente, o filho Rodrigo Walecki está em Santana do Livramento, acompanhando o trabalho na obra. Ele comentou também que metade dos trabalhadores da empresa em território gaúcho é de Manoel Ribas. “A parte mais técnica está sendo realizada pelos funcionários de Manoel Ribas”, frisou. Para ele, que trabalha com linhas de transmissão, há 23 anos, é um orgulho ajudar um projeto inédito no Brasil, que utiliza tecnologia alemã e pode ser o início de uma nova forma de produção de energia limpa no Brasil.













Disse Jesus: “É necessário que eu anuncie o Evangelho do Reino de Deus também às outras cidades, pois para isso fui enviado”. Lucas 4:43

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