Finalmente, chegou o dia de volta às aulas, ou de comprar os materiais escolares! Para muitas crianças esse dia é esperado com muita alegria e ansiedade, mas para muitos pais pode tornar-se uma dor de cabeça. Os pais prezam pela qualidade, mas visam à economia. Já os filhos, optam pelas preferências e, na maioria, não observam valores.
Grande parte dos pais, diante da lista de material escolar, prefere deixar os filhos em casa, uma medida para evitar gastar mais e para não ceder aos apelos das crianças. Mas, alguns especialistas defendem que a compra de material escolar é uma excelente oportunidade para falar sobre dinheiro com os filhos. O ideal é que a criança participe das compras e que os pais aproveitem a ocasião para ensinar limites e para falar sobre valores que serão importantes durante a vida.
A idade certa para isso depende da maturidade da criança e da negociação feita antes das compras. É importante negociar ou mesmo conversar sobre o que será feito no local. Vale lembrar que é de extrema importância que o adulto cumpra com o combinado para que os filhos sempre acreditem no que está falando. Quando forem maiores, é interessante que eles participem das compras para que dêem mais valor ao que foi comprado e os adolescentes também estão inclusos nessa lista, sendo maiores, eles são, teoricamente, mais maduros para a compra de material escolar. Para tanto, é fundamental que nesta faixa etária saiba lidar com as situações que, nem sempre, tudo é possível.
Antes de sair para comprar o material escolar, combine com os filhos o valor que irão gastar e incentive-os a economizar e conciliar o bom, bonito e barato às vontades. Os pais não devem esquecer que as crianças pequenas não sabem o valor das coisas ou o real significado dos personagens ou mesmo dos materiais comprados. Cabe aos adultos mostrar para as crianças o significado das coisas. Seguem dicas para satisfazer o seu filho e o seu bolso:
- Levantar todo o material escolar que sobrou no ano anterior, separando o que pode ser reaproveitado ou não;
- colocar a criança em contato com o dinheiro. Mostre que algumas moedas e cédulas valem mais do que outras, mas que todas têm valor;
- mostrar a diferença entre querer e precisar, destacando que as necessidades básicas estão contidas no item precisar. O querer pode esperar;
- na compra do material escolar, procure distinguir coisas caras das baratas, as crianças precisam entender esse conceito;
- ensine a fazer escolhas – quando a criança quiser dois itens, faça-a escolher apenas um para que aprenda a eleger as prioridades;
- sabendo das preferências dos filhos, selecione algumas opções e deixa para ele a alternativa de escolha;
- não se deixe levar somente pelos desejos dos filhos, aqui o bom senso é o segredo, os pais ao impor limites aos filhos, não devem privá-los de tudo, mas que saibam reforçar os conceitos do que é certo, das pequenas coisas e gestos;
- os pais devem ter diálogo, abrir o jogo e envolver as crianças na questão do orçamento. Se não puderem comprar a criança precisa entender.
Camila Grande da Silva
Psicóloga da Secretaria
Municipal de Educação de Pitanga