Paraná Centro Online

Quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Line Break (Shift + Enter)
Adicione seu telefone
na lista telefônica!
Geral - 22/01/2012
José Dimas Fonseca foi gerente executivo do Sesc, mas, em 2010, o presidente do Sistema Fecomércio Sesc/Senac, Darci Piana, o convocou para assumir a direção regional do Sesc no Paraná. Na semana passada, Dimas concedeu entrevista falando do Sesc Caiobá, colônia de férias reinaugurada em 16 de dezembro, a qual oferece, para comerciários e empresários, estrutura ímpar em termos de serviços, conforto e lazer – incluindo piscinas e vista para o mar. 

Além disso, relatou como os empresários e funcionários podem usufruir das vantagens oferecidas pela Federação do Comércio do Estado do Paraná nas unidades do Sesc e Senac, que estão sendo construídas em Ivaiporã, num investimento de cerca de R$12 milhões, e em outras 35 cidades do estado. 

Jornal Paraná Centro – O Sesc tem um plano de aproximação com o interior?
Dimas – Tínhamos um espaço no litoral, mas deixou de atender as condições que o Sesc do Paraná e que os comerciários do Estado precisavam. 

Quando Darci Piana assumiu [presidente do Sistema Fecomércio Sesc/Senac] sugeriu trazer um novo Sesc para Caiobá. Porém, com estrutura de hotel e padronizado. Portanto, inauguramos a estrutura em dezembro de 2011 e acredito que o investimento vem ao encontro das necessidades dos empresários e trabalhadores do comércio do Estado. 

A ampliação de opções do Sesc e do Senac se deu com a nova presidência e com um grupo de empresários, que viu a necessidade de criar laços na instituição em outros lugares onde não existiam, e o município de Ivaiporã é um deles. 

JPC – Quantos pólos o Sesc atende?
Dimas – São 36 unidades de atendimento – incluindo Ivaiporã. Após a inauguração das instalações do Sesc e Senac, em Ivaiporã, o local também será uma unidade executiva.

JPC - Quando começaram as atividades do Sesc e do  Senac?
Dimas -  As unidades do Sesc, criadas em 1945, oferecem atividades esportivas, culturais e educacionais. Naquele período, o mundo passava por transformações e havia necessidade de mão-de-obra qualificada e apoio social para as empresas, foi quando empresários visionários tiveram a iniciativa de criar o Sesc e o Senac. Além disso, o país passou a receber, por exemplo, indústrias automotivas. Mas não existia mão-de-obra qualificada, por isso, os empresários propuseram ao Governo a criação de entidades para qualificar os trabalhadores. 

JPC – Foi quando surgiu o Sistema Fecomércio Sesc/Senac? 
Dimas – Os quatro primeiros “S”, do sistema foram: Senai e Sesi e, praticamente na mesma época, o Senac  e o Sesc. Portanto, os empresários propuseram a criação dessas quatro grandes entidades, porque o Senac era a característica do comércio; o Senai, no caso da indústria, e o Sesc e Sesi, que trabalham com a área social. Foi uma grande contribuição que, atualmente, se faz necessária. Os empresários propuseram a criação ao Governo e sugeriram que ficassem atreladas às confederações do comércio. 

Então, essas entidades foram criadas tendo como braço as federações dos empresários do comércio. E, por força da lei, quando as entidades recebem recursos são administrados pelo presidente da Federação do Comércio, dos respectivos Estados. No caso do Paraná, os recursos são administrados pelo presidente Darci Piana e toda diretoria. 

JPC – De onde vêm os recursos?
Dimas – Costumamos chamar as entidades de parafiscais, porque elas recebem recursos que provêm de uma arrecadação do Governo, quando o empresário paga a guia da GRPS [Guia de Recolhimento da Previdência Social]. Deste total, 2,5% vão para o Sistema S. Portanto, desde que a empresa esteja enquadrada em determinados parâmetros, o empresário é obrigado a recolher para essas instituições, que, posteriormente, devolvem à sociedade. É o caso do investimento feito em Ivaiporã, que envolve aproximadamente R$12 milhões de reais na construção das unidades do Sesc e Senac, que devem estar prontas no final de 2012. Portanto, o dinheiro recolhido ao longo dos anos retorna à região.  

JPC – As unidades de Ivaiporã atenderão quantos municípios?
Dimas – A região e as pessoas serão beneficiadas e poderão fazer cursos ou atividades de esporte/lazer no Sesc/Senac de Ivaiporã,  e ainda poderão usufruir do hotel em Caiobá, onde foram investidos R$30 milhões de reais. 

JPC – Por que as unidades do Sesc e do Senac de Ivaiporã não terão restaurante?
Dimas – A opção por restaurante acontece nos grandes centros por causa da demanda. Afinal, há mais trabalhadores. Mas isso ainda poderá haver futuramente. Dependerá da demanda. É uma opção de gestão.  

JPC – Quais são as atividades mais requisitadas pela população?
Dimas – São esporte e lazer. Acredito que Ivaiporã não será a mesma cidade, depois da inauguração das unidades do Sesc e do Senac, porque elas se enraízam nos meios onde são implantadas. Afinal, são promotoras de ações, por exemplo, culturais, que não haveria se não fossem o Sesc e o Senac. Ivaiporã terá atividades do Palco Giratório, que apresenta teatro nacional. Portanto, futuramente, o município terá grandes espetáculos teatrais e musicais, por meio do Projeto Sonora Brasil. Ou seja, no que diz respeito à área social o Sesc estará envolvido. E o mais importante é que, independentemente do grupo político que administra o município, o Sesc é parceiro! O presidente Darci Piana sempre nos orienta a atuar na cidade para ser parceiro da comunidade.  Afinal, a instituição é do empresário do comércio. 

JPC – Recentemente, o Sesc/Senac assinaram com o Governo Federal um protocolo de intenções?
Dimas – Sim! O Sesc e o Senac assinaram, com o Governo Federal, um protocolo de intenções em que parte dos recursos será encaminhada para a educação. Nesse sentido, Ivaiporã terá contraturnos estaduais e municipais. Portanto, a instituição completou, este mês, 64 anos de sucesso, e foi criada pelo empresário do comércio, com direcionamento voltado ao trabalhador e aos familiares. 

JPC – O que os empresários e trabalhadores têm que fazer para se hospedar no Sesc Caiobá?
Dimas – Para usufruir dos serviços basta levar a Carteira de Trabalho ao Sesc de Ivaiporã, no caso da região central, e fazer a carteira de comerciário. É simples e não paga nada! E mais importante: não existe contribuição mensal do trabalhador. Portanto, o proprietário da empresa e o funcionário registrado como trabalhador do comércio podem usufruir do Sesc. Quanto à questão da dependência, os sócios podem ter a esposa, os filhos e os pais como dependentes. 

No Paraná, diferentemente de outros Estados, houve uma decisão do Conselho Fiscal em poder atender em iguais condições o empresário e o trabalhador do comércio. Mas também atendemos o não comerciário, por exemplo, membros de escolas particulares. Então, atendemos praticamente aqueles que trabalham na prestação bens, serviços e turismo. 

JPC – Desde que Darci Piana assumiu a presidência, o Sistema Sesc/Senac passou a atuar mais no interior... 
Dimas – Trata-se de política de administração. O presidente tem uma relação institucional muito forte – politicamente falando. É a sua maneira de gerir e gostar de criar leques de opções. Portanto, ele lançou esse desafio ao grupo de gestores. É um plano de interiorização que iniciou, há muito tempo, e o presidente deu sequência. Além disso, é uma maneira de devolver os recursos às regiões que contribuem com o Sesc e o Senac. 

JPC – As unidades do Sesc/Senac ajudarão a desenvolver ainda mais a região central? 
Dimas – Ivaiporã e a região serão muito beneficiadas com as unidades do Sesc e Senac, e o mais importante realçar é que são mantidas por empresários do comércio e pelos executivos. Portanto, as unidades do Sesc e Senac ajudarão a desenvolver ainda mais a região. Espero que os empresários possam agradecer à Federação do Comércio, que, por meio do Sesc e Senac, está efetuando um investimento fantástico em Ivaiporã, mas que atenderá todos os municípios do centro do Paraná. 














Disse Jesus: “É necessário que eu anuncie o Evangelho do Reino de Deus também às outras cidades, pois para isso fui enviado”. Lucas 4:43

C2013 - jornal Paraná Centro