Reintegrar os andarilhos à família e à sociedade. Este é um dos objetivos do Projeto Amamos Ivaiporã, que conta com a parceria do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Ivaiporã, Luiz Carlos Favarin; Polícia Militar; Patrulha Escolar; secretários municipais de Saúde e Assistência Social, Sandro Chotti e Cecílio Faustino Filho, respectivamente; Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Ivaiporã (Acisi), coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), Leila de Jesus Dias; e da presidente do Rotary Club Ivaiporã, Elza Moraes.
Os representantes dos mencionados órgão reuniram-se com o promotor de Justiça, Cleverson Tozatte, na quarta-feira, 25 de agosto, no Fórum de Ivaiporã, e expuseram os problemas detectados pela Secretaria Municipal de Assistência Social, que realizou uma coleta de dados para identificar, por exemplo, quem são os moradores de rua, se eles têm familiares ou problemas de saúde. De acordo com a coleta de dados, a maioria tem família e é alcoólatra.
“O objetivo do Projeto Amamos Ivaiporã é oferecer tratamento aos moradores de rua e apoio psicológico aos familiares. Assim, eles poderão ser reintegrados à família e à sociedade”, comentou Luiz Favarin. Caso os andarilhos aceitem tratamento, Leila Dias explicou que, no Caps, eles teriam acompanhamento psicológico, farmacológico, terapia ocupacional, alfabetização, higiene e, se necessário, internamento, “porque não sabemos se a maioria depende apenas de bebida alcoólica”.
Portanto, basta o morador de rua desejar ser tratado e a família o encaminhar, “uma vez que a base do tratamento é a família, afinal, a maioria dos andarilhos tem família e precisamos conhecer a história de cada um”, explicou a coordenadora do Caps.
O promotor de Justiça sugeriu reunir os moradores de rua e os respectivos familiares, enquanto Cecílio Faustino defendeu a co-responsabilidade da família no sentido de ajudá-los a livrar-se do vício e das ruas.
E, para aqueles que são alcoólatras, Cleverson Tozatte e os representantes dos órgãos inicialmente citados foram unânimes ao afirmarem que os moradores de rua alcoólatras poderiam ser internados em unidades localizadas em Jandaia, Maringá ou Rolândia. Na próxima semana, as unidades de tratamento serão visitadas pelo promotor de Justiça e por 4 representantes dos órgãos parceiros.