Somos seres altamente sofisticados, possuímos um sistema nervoso central que detecta informações variadas em alta velocidade e as processamos com ilimitada capacidade de memória. Essas informações ou estímulos são diretamente conectados ao nosso sistema nervoso periférico. E de acordo com o que processamos ou pensamos, desenvolvemos nosso sentimento, o qual gera o nosso comportamento. Portanto, podemos dizer que nosso comportamento e estado emocional estão diretamente relacionados à nossa condição (biológica e genética), à nossa condição psicológica que determina a forma que lidaremos com os nossos conflitos e também ao contexto (social), que nos impõe a necessidade de conciliar as nossas escolhas com os limites estabelecidos pela sociedade, e administrar os nossos impulsos em relação aos estímulos fornecidos pelo meio.
Haja vista, em todos esses pontos citados, vivemos em tempos de guerra. São fortes as transformações naturais e biológicas. São estressantes e instáveis na maioria das vezes, as condições psicológicas fornecidas pelo meio e essa situação atinge diretamente aqueles que são mais sensíveis emocionalmente e possuem uma resposta mais emotiva do que racional à vida. Estes, que são muitos, são os que mais desenvolvem os quadros patológicos diversos, como principalmente a depressão. Para que seja diagnosticada, não basta estar apenas mais entristecido que o normal. É preciso que o quadro de tristeza e melancolia já coexista, há pelo menos 6 meses, que esteja existindo a perda de motivação na realização de tarefas habituais realizadas anteriormente, que também ocorra um fechamento ou embotamento afetivo, que se altere para mais ou menos o apetite e o sono, irritabilidade e alteração do humor e apatia.
É importante que consideremos todos estes pontos ditos antes, pois, para obter a cura ou controle da depressão e/ou evitarmos as reincidências, devemos primeiramente diagnosticá-la precisamente. Em seguida, entender como desenvolvemos a mesma, compreender como estamos reagindo psicologicamente aos estímulos advindos do meio em que vivemos. Ou seja, se conhecer para criar defesas e gerar a própria evolução, o que se faz com o auxílio de uma boa prática da “psicoterapia” e também aceitar quando preciso o auxílio medicamentoso, que trará o estímulo certo ao cérebro. Pensem nisso e se fortaleçam.
Dr. Luiz Flávio Simões/Psicanalista
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