Um ferro-velho, localizado na entrada do município de Roncador, foi interditado, na quarta-feira, dia 3 de fevereiro, suspeito de ser um local para desmanche de veículos provenientes de roubos na região de Campo Mourão e Maringá.
Segundo a polícia, pelo menos 100 veículos de diversas marcas e modelos foram encontrados no local e a maioria seria irregular. Também foram localizados dezenas de motores e caixas de câmbio, que já estavam desmontados.
O delegado chefe da 16ª subdivisão da Polícia Civil de Campo Mourão, José Jacovós, informou que, há 15 dias, recebeu uma denúncia que carros roubados na região estariam sendo levados para aquele local e, a partir desse momento, iniciaram as investigações.
“Conseguimos chegar a Roncador por um trabalho de investigação da Polícia Civil. Considerando que estava ocorrendo furto de veículos, em Campo Mourão e na região de Maringá, obtivemos informação que diversos veículos de marcas mais antigas estariam vindo para Roncador.
Então, resolvemos investigar e encontramos este desmanche clandestino”, explicou o delegado.
Ele contou que a empresa não tinha autorização da Polícia Civil para funcionar como ferro-velho e nem outros documentos necessários.
Os veículos e as peças encontradas não tinham notas fiscais, o que caracterizou como origem irregular. No local, a polícia também encontrou vários veículos com numerações de chassis raspados ou suprimidos.
Segundo o superintendente da 16ª subdivisão da Polícia Civil, Claudinei Pereira, a fiscalização começou, em Campo Mourão, e trocando informações com a Polícia Civil de Maringá, desencadeou uma fiscalização em todas as oficinas e locais de desmanche. Em Roncador, no primeiro estabelecimento visitado foram encontradas algumas irregularidades.
O proprietário do local foi preso e autuado por receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, cuja pena varia de três a dez anos de prisão. Jacovós disse que o proprietário do ferro-velho pode ter ligação com alguma quadrilha especializada em roubos na região. “Este é o tipo de sujeito que pode não ter ligação direta com uma quadrilha.
Mas, no local, se chegar alguém para se desfazer de um carro, ele não perguntava por que a pessoa deseja se desfazer. Simplesmente compra sem saber se o veículo estava sendo procurado pela justiça ou estava em busca e apreensão”, afirmou.
A Polícia Criminalística terá muito trabalho para determinar a origem dos veículos e identificar a procedência dos carros – se são lícitos ou não.
Já o proprietário do estabelecimento acusado de receptação afirmou que mora em Roncador, há 4 anos, e há 3 é proprietário do ferro-velho. Ele afirmou que só adquire veículos com origem comprovada. “A maioria dos carros tem documentação. A única coisa é que alguns estão com documentos atrasados”, explicou.
O proprietário compra carros nos leilões do Detran e está com a situação da empresa regular. Ele informou que irá procurar um advogado para se informar sobre o que está acontecendo e disse que os veículos encontrados no local não são roubados.