O descendente de alemão e aposentado Luiz Roecher ilustra a edição especial referente aos 66 anos de emancipação de Pitanga. No dia 26 de fevereiro de 1939, nasceu Luiz Roecher, em Santa Margarida, Estado de Santa Catarina.
Filho de Rodoldo Roecher e Ema N. Roecher, descendentes de alemães, ele se mudou com os pais para o município de Pitanga e, em 1962, se estabeleceram na localidade de Barra Santa Salete. Dois anos mais tarde, se mudaram para a localidade de Cafelândia e, posteriormente, para a Vila Nova dos Alemães.
“Quando chegamos à Vila Nova, havia dez moradores. Naquela altura, o local começava a ser fundado. Existia uma pequena capela e, alguns anos mais tarde, foi utilizada como escola”, lembra o pioneiro, partilhando que Rodoldo Roecher desbravou algumas terras em Pitanga e constatou que o município tinha solos férteis.
Quando se estabeleceu no município, a família teve a agricultura como fonte de renda e cultivava milho, arroz e feijão. Além disso, a família vendia porcos.
O pioneiro explica que as negociações dos grãos e dos suínos eram mais difíceis, devido aos meios de locomoção e à distância para a comercialização.
“No início, tínhamos um comprador, que era da Barra Santa Salete, e vendíamos no comércio de Pitanga, que ficava um pouco mais longe”, realça.
Atualmente, a Vila Nova dos Alemães é uma das localidades mais famosas de Pitanga, devido à origem e às tradições, como, por exemplo, a tradicional Festa do chopp, que acontece anualmente.
Roecher lembra que as primeiras pessoas a se mudarem para a localidade foram os alemães: Ventura Stipp, Reinoldo Sem, Chico Antunes e Orcar Dichen. Além dessas famílias, houve outras que já faleceram. “À Vila Nova dos Alemães, chegaram verdadeiros descendentes de alemães.
Passados alguns anos, os mais novos se casaram e a miscigenação acabou acontecendo. Atualmente, há muitos descendentes casados com pessoas de outras nacionalidades e descendências.
No entanto, 99% dos moradores da Vila Nova dos Alemães são de origem alemã”, explica.