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Especial Pitanga 2010 - 29/01/2010
Para celebrar os 66 anos emancipação político-administrativa de Pitanga, o Paraná Centro conta a história de vida do primeiro carteiro. 

Trata-se de José Bachuk, que nasceu, em Paulo Frontin/PR, em 1944. Filho de Nicolau Bachuk e Ana Kalinoski, ele mudou-se para Pitanga, em 1964, onde começou a trabalhar como aprendiz de alfaiate com José Amboque, na Rua Visconde de Guarapuava. 

Bachuk casou-se, em 1977, com Roseli Bachuk e tiveram dois filhos: Ricieri Carlos Bachuk e Altieris Carlo Bachuk. 

Depois de exercer por 14 anos a profissão de aprendiz de alfaiate, Bachuck resolveu prestar uma prova para trabalhar na Agência dos Correios. Na ocasião, foram chamadas seis pessoas, incluindo ele. Porém, no momento da avaliação, compareceram apenas quatro candidatos.  

Um deles tinha parente na Agência dos Correios e, por isso, não podia fazer a prova. Então, foi dispensado. 

Outro resolveu fazer a prova de qualquer jeito. E o último chamado havia saído da Agência dos Correios, há cerca de dois anos, e, por isso, não podia trabalhar como carteiro. Assim, a vaga ficou com Jóse Bachuk. 

Ele começou a trabalhar, em 1978, como o primeiro carteiro do município. “Quando comecei a trabalhar, a Agência dos Correios funcionava em um prédio, que ficava localizado no Largo dos Correios, próximo ao Banco Itaú.

Sei que, anteriormente, existia outra estrutura, que ficava situada na Avenida Interventor Manoel Ribas, sob os cuidados de Generoso Walter e da mulher”, conta Bachuk, lembrando que, na época, havia poucos telefones, por isso, as pessoas se comunicavam por cartas. “Gostava muito de entregar cartas de parentes e testemunhar a felicidade das pessoas!”, afirma.

Segundo Bachuk, estabelecer comunicação entre as cidades era difícil. Inclusive, o deslocamento entre Pitanga e Guarapuava, por onde eram transportadas as correspondências, era complicado. As dificuldades eram maiores quando chovia, uma vez que os carros atolavam no meio da estrada, onde permaneciam encalhados por dias. 

Recorda-se de algum acontecimento triste? “Certa vez, entreguei uma carta, cujo destinatário chamava-se João. Mas a correspondência não era ele e sim para outra pessoa com o mesmo nome. 

A carta foi escrita pela amante do remetente... No final das contas, a pessoa a quem entreguei a carta disse-me que a correspondência lhe causou muitos problemas em casa. Minha esposa conta que ele foi a nossa casa tomar satisfação e, por sorte, não me encontrou”, conta o carteiro, que garante não se lembrar de entregar a carta. 

Bachuk afirma que, na época, era difícil trabalhar como carteiro, porque, às vezes, as pessoas não gostavam de receber cobranças. “Elas achavam que o carteiro era culpado pelas cobranças e me xingavam”.  

Além de cartas, naquela época, havia rádio amador. Bachuk explica como funcionava a comunicação: “Recebíamos as transmissões e tínhamos que traduzir os sinais por letras. 

Eram utilizadas as siglas dos países para formar as palavras e nos comunicávamos principalmente com pessoas de Ponta Grossa, onde as pessoas tinham mais familiares. 

Depois que decifrávamos os sinais, tínhamos que passar a tradução para o papel e digitar na máquina de escrever. 

Posteriormente, o recado era entregue ao destinatário”. 
Depois de algum tempo, o pioneiro parou de trabalhar como carteiro, devido ao cansaço, e passou a trabalhar no balcão. “Atendo, quando falta alguém, e sou responsável pela expedição. Às vezes, me chamam para dar apoio em outras cidades da região”, refere Bachuk.

Depois da informatização, ele afirma que o trabalho ficou mais fácil.  “Atualmente, tudo que é postado nas agências é gravado no sistema e pode ser acompanhado em qualquer lugar do país, até chegar ao destino. Assim, podemos rastrear as entregas. 

Antigamente, isso não era possível e, quando surgia algum problema de entrega, era preciso fazer uma busca interna”, finaliza o pioneiro. 


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