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Geral - 06/12/2009
As chuvas torrenciais que atingiram a região de divisa dos municípios de Manoel Ribas, Nova Tebas, Arapuã e Pitanga, no sábado, dia 28 de novembro, causaram um fenômeno nunca o visto por moradores da região.

O Rio Corumbataí, principal afluente do Ivaí, subiu aproximadamente 15 metros do nível normal, arrancando pontes, destruindo lavouras e arrasando casas. 

As prefeituras desses municípios ainda não calcularam os prejuízos. Mas, Nova Tebas já decretou, na segunda-feira, dia 30 de novembro, estado de emergência. Manoel Ribas já havia decretado, na semana anterior, em função das chuvas que atingiram a área central.

Alguns proprietários rurais da região de Poema afirmaram que choveu aproximadamente 160 milímetros, na tarde do sábado. 

Dados oficiais do entreposto da Coamo de Nova Tebas mostram que, na sede do município, choveu 125 milímetros em 3 horas. Mas, como o solo já estava encharcado das chuvas anteriores, não houve absorção suficiente o que provocou alagamentos.

Em Nova Tebas, praticamente todas as comunidades rurais foram atingidas com a destruição de bueiros, queda de barreiras e pontes, além de prejuízos nas lavouras. 

O maior número de famílias afetadas foi na comunidade de Bairro dos Martas, às margens do Corumbataí, próxima à divisa com o município de Arapuã.

Várias residências foram invadidas pelas águas do Rio Corumbataí, destruindo móveis, roupas, utensílios domésticos e eletro-eletrônicos. Na casa de Manoel Schomeller, a força da água arrancou uma parede de madeira. 

O agricultor contou que água começou a subir, por volta das 19h00. No início, ele chamou os vizinhos para ajudar a levantar os móveis, mas, não acreditava que a água fosse subir tanto. “Quando terminamos de erguer tudo, fomos para o outro lado da casa e quase não conseguimos sair. A correnteza foi tão forte, que começou a nos arrastar. 

Para a nossa sorte, conseguimos segurar num arame farpado, que servia para pendurar a roupa, e nos agarramos. Assim, conseguimos sair daqui”.

A água praticamente encobriu a casa. Os móveis, eletrodomésticos, roupas e pertences pessoais, incluindo um televisor novo de 29 polegadas, que ele havia comprado, há pouco mais de um mês, foram atingidos pela inundação.

Inclusive, uma motocicleta Yahama XTZ 125 ficou totalmente submersa. 
Ele comentou que a chuva parou, por volta das 18h30, e, até esse momento, o nível do Rio Corumbataí estava normal. “Depois, em 15 minutos, começamos a arrastar as coisas. Mas, não deu tempo de fazer mais nada”, citou. 

Outra família que perdeu praticamente tudo foi a de Neuza Maia dos Santos. Tanto a casa dela, quando a da sogra, que fica a alguns metros, foram invadidas pelas águas do Rio Corumbataí. 

Ela conta que, quando percebeu que a água começou a invadir a cozinha, que fica num ponto mais baixo da residência, começou a levar todos os utensílios para a sala. “Nessa ocasião, a água começou a entrar pela outra porta. 

Gritei para a minha sogra, para ver o que estava acontecendo, e ela falou que já não tinha como vir, porque a água já tinha entrado pela área e nos quartos. Não deu tempo de pegar nem roupa”, afirmou a agricultora.

A família só conseguiu salvar os documentos pessoais, porque um sobrinho se arriscou entrar na casa – mesmo com a cheia.

José Barbosa também ficou assustado com a força da natureza. Ele comentou que mora, há 40 anos, às margens do Rio Corumbataí e jamais havia visto uma situação como aquela. A água não chegou a entrar na residência dele, que fica a 70 metros do leito. 

Mas, parte de uma plantação de uva, que já estava em ponto de frutificação, horta e estufa foram totalmente destruídas pela água.

A prefeita Heloísa Jensen falou com as autoridades estaduais, durante a semana, para conseguir recursos e apoiar as famílias atingidas pelas enchentes. Além disso, pelo menos 12 pontes e diversos bueiros rodaram no município. Duas pontes sobre o Rio Vorá, uma delas com mais de 40 metros, também foram destruídas. 

Na quinta-feira, dia 3 de dezembro, durante a visita do governador Roberto Requião, a Nova Tebas, para inauguração da Biblioteca Cidadã, ele anunciou que o DER irá ajudar o município a reconstruir as pontes, cedendo as vigas de concreto para o trabalho.

Situação complicada em Manoel Ribas e Arapuã
A situação também foi crítica nas comunidades rurais de Barra Azul e Barra Santa Salete (Manoel Ribas) e Romeópolis e Alto Lajeado (Arapuã), onde várias casas foram alagadas com as cheias dos rios que cortam as comunidades. 

A ponte de concreto que liga Arapuã e Nova Tebas perdeu parte do barranco de sustentação e da estrutura de concreto, pois chegou a ficar submersa, em função da cheia do Rio Corumbataí. 

Apenas naquela região, Arapuã contabiliza mais de 19 pontes que foram danificadas ou totalmente destruídas. 

O prefeito Deodato Matias já determinou que a equipe do setor rodoviário da Prefeitura Municipal só entrará em férias, quando todas as pontes estiverem concertadas.

Em Manoel Ribas, a situação também é grave. O prefeito Valentin Darcin contou que foram pelo menos 39 pontes danificadas no município. 

A situação é complicada, pois, no mês passado, o município já havia enfrentado uma tromba d’água, que caiu na área urbana, causando destruição.












Disse Jesus: “É necessário que eu anuncie o Evangelho do Reino de Deus também às outras cidades, pois para isso fui enviado”. Lucas 4:43

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